Decifra-me ou te devoro


12/07/2006


Sid Barret e um mundo estranho(?)

Com tantas tragédias, o 11 de julho de 2006 certamente é uma data pra entrar na história. Mortes no trem de Mumbai (Índia), mortes num vôo no Paquistão. Morte do inimigo número 1 da Rússia. Um terrorista muçulmano.E essas duas palavras estranhamente sempre vêm (voluntariamente?) associadas uma à outra. Tudo fatos que parecem estranhamente conectados. E no meio de tudo isso, morre Sid Barret, que deu alma, cor e tom (além do nome) ao Pink Floyd. Pelo menos chegamos ao fim do dia querendo acreditar que, para alguns, a vida vale a pena, independente do que isso possa significar para a maioria das pessoas.

Escrito por Feutmann às 00h56
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Data fatídica???

11 de Setembro em NY. 11 de Março em Madri. 11 de Julho em Mumbai. 07 de julho em Londres. Sempre vítimas inocentes, sempre estações de metrô ou trem (inclusice o WTC), sempre centenas de mortos e feridos. As autoridades tentam parecer incomodadas, mas nas entrelinhas o discurso parece bem diferente.

Escrito por Feutmann às 00h51
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29/05/2006


Equívocos que se repetem

O Papa Benedito XVI vai à Polônia render tributos a João Paulo e, na presença de sobreviventes de Auschwitz, pergunta onde estava Deus que silenciou diante de tantos horrores. Ora, a resposta parece óbvia: Deus estava onde sempre esteve. Lugar nenhum. Mais oportuno e muito mais honesto seria perguntar onde estava o Vaticano enquanto milhões e milhões de judeus seguiam vítimas das atrocidades alemãs. A resposta também parece óbvia. Ao invés de esperar por uma palavra de Deus, que não virá, por que o Papa, e outros líderes mundiais, não se perguntam onde estão, exatamente, diante da tragédia da África (Aids, guerras tribais, fome, desesperança), ou do Iraque, ou da América Latina? Fazer mea culpa 60 anos depois, e ainda atribuir a responsabilidade pela incapacidade humana a um deus que ninguém sabe ninguém viu, parece escapismo de quinta categoria. O Papa, tanto quanto qualquer outro homem culto, sabe exatamente a resposta. E todos só continuam se fazendo de tolos porque a maioria esmagadora de incultos não procura resposta nenhuma enquanto não for capaz de garantir a própria sobrevivência. Poupem-nos! Nem todo mundo é ignorante.

 

 

Escrito por Feutmann às 12h17
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18/04/2006


SER só pode ser péssimo mas.... ESTAR só é muito bom!

Escrito por Feutmann às 00h20
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15/04/2006


Escrito por Feutmann às 00h53
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Ouvindo:

Wyclef Jean (Uma avenida gigantesca entre Porto Príncipe e o Mundo, passando por Nova Iorque, não por acaso um outro porto onde tudo começa ou termina. Me perguntem se é justo o que ocorre no Haiti e eu responderei: é justo o que passa com o Mundo?)

Lendo:

Giuseppe Berto, O Mal Obscuro (Tudo que pode haver de pior está dentro de cada um de nós)

Miguel de Cervantes, Dom Quixote (Diante disso, as palavras desaparecem, com Justiça)

Vendo:

O Albergue, Eli Roth, com um dedo de Quentin Tarantino (Alguém viu a violência? Eu vi o ódio que a Civilizada América despertou no mundo, inclusive o Leste Europeu. Peça a um Iraquiano para assistir e ela verá o Circo dos Horrores como um parque de diversões. A Disney dos excluídos?)

Pensando:

O estranho do Mundo é que ele é feito de pessoas.

 

Escrito por Feutmann às 00h51
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15/12/2005


O mesmo Brasil de sempre

Em discurso considerado duro pela mídia, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, disse que o parlamento brasileiro sairá da crise melhor do que entrou. Se depender do povo e dos parlamentares, estamos f... A Câmara já inocentou o primeiro envolvido no mensalão (Romeu Queiroz), supostamente num acordão entre PL, PP, PTB e PT para salvar todos que receberam do valerioduto. No Senado, a brincadeira onde quem entra de palhaço somos todos nós pagadores de imposto de renda a 27,5%, os nobres estão mais preocupados em barganhar cargos no governo, recursos do orçamento ou, quando muito, atrasar todas as discussões e votações com o própósito de puchar a brasa para sua sardinha (ou seria o contrário?). Então, será que o parlamento vai sair da crise melhor do que entrou?

 

Escrito por Feutmann às 11h56
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31/10/2005


Natureza morta (Parte 15)

 

 - É por aqui. - Disse Antonio.

O velho olhou nas duas direções e depois continuou caminhando.

- Cuidado para não cair em outro buraco. Nós vamos por aqui. - Eu alertei, já ficando irritado com o velho, que enfim começou a nos acompanhar. Passamos o que poderiam ser bem mais que algumas horas caminhando desorientados e, sem o barbante, procurando pelas velas. Todos os caminhos pareciam iguais, até chegarmos no outro salão. Por um momento achei que estaríamos salvos quando vi algumas velas, mas elas paravam ali.

- Deve ser uma dessas saídas. - Disse David. - Vamos nos separar e procurar.

- Está maluco? - Respondi. - Isto aqui não é um filme. Não é “O Elo Perdido”. Isso é bem real. Real demais até para o meu gosto. Vamos tentar esses túneis, de um por um, todos juntos.

David caminhou até o outro lado do salão e falou:

- É aqui! Está vendo como ali em cima o teto quase toca o chão? Foi daqui que você quase caiu. Vamos subir. Primeiro você.

Fomos subindo pela parede, encontrando apoio entre as imperfeições da rocha. Subi, depois David e Antonio, que esticou o braço para puxar o velho, leve como um graveto. Rastejamos pela passagem e chegamos ao pequeno corredor, que foi ficando mais largo. Longe avistamos um fio de luz que penetrava pelas frestas. Chegamos ao salão menor, que ficava abaixo da entrada. O velho começou a subir, tropeçando. Depois que chegou lá em cima, David também subiu, eu fui atrás e Antonio ficou recolhendo as velas apagadas que conseguiu enxergar. Esperamos por ele lá em cima e depois caminhamos em direção a casa do velho, todos calados. Já era quase noite. Estávamos vivos e no mundo exterior.


Escrito por Feutmann às 10h52
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10/10/2005


Natureza morta (Parte 14)

 - Tem um buraco aqui. - Disse David, com seu sotaque carregado.

- E agora? - Perguntei, preocupado.

- Ele caiu lá dentro. Vamos ter que tirá-lo.

Desde o início algo me dizia que aquela história não acabaria bem.

- Consegue nos ouvir? - Perguntei, me aproximando do buraco, com medo de cair na escuridão. O velho gemeu, fazendo sinal que sim. Não conseguíamos vê-lo. Seu lampião estava apagado. - Quebrou alguma coisa? Está muito machucado?

- Não.

David achou uma lanterna em sua mochila e acendeu, iluminando o fundo do poço. O velho estava uns três metros abaixo.

- Precisamos tirá-lo daí. - Disse David.

- Claro que precisamos, mas como?

Antonio também se aproximou do buraco e falou com o velho.

- Será que consegue sair daí?

- Eu num sei, mas vou tentar.

Ouvimos outro barulho e o velho, que tentava escalar a parede do buraco, caiu novamente. Xingou e depois levantou-se.

- É muito liso aqui. Escorrega.

A luz da lanterna começou a ficar fraca e depois apagou-se lentamente. O buraco mergulhou na escuridão novamente.

- Onde está o barbante? - Perguntou Antonio.

- Quebrou. Um rolo tá aqui comigo. A outra ponta eu não sei onde foi parar.

- Tente jogar para mim.

O velho jogou o barbante que tinha nas mãos mas Antonio não conseguiu pegar e o carretel se perdeu. Começamos a procurar, auxiliados apenas pela luz do carboreto. David encontrou a outra ponta do barbante, que estava presa do lado de fora. Puxou com força e quebrou, começando a enrolá-lo.

- E agora, como vamos sair daqui? - Perguntei.

David me olhou sério. - Agora é tarde. Você devia ter pensado nisso antes de eu quebrar. Vamos seguir as velas que ainda estão acesas.

Eu não conseguia ver nenhuma vela à nossa frente.

- Vocês num vão embora e me deixar aqui né? - Gritou o velho lá de baixo. Permanecemos em silêncio e ele começou a desesperar-se. Fazia uns ruídos estranhos. - Ei, cadê vocês?

Comecei a sentir prazer com aquela situação. O velho, que minutos antes queria nos deixar para trás, estava agora provando do seu próprio remédio.

- Ei. . . - Gritou novamente.

- Calma. - Respondeu Antonio. - Nós já vamos tirá-lo daí. Achei. Achei o barbante. Vamos amarrar. - E ele e David amarraram os dois pedaços.

- É muito fino. - Eu disse. - Não vai aguentar o peso.

- Nós vamos dar várias voltas.

Depois de dar as voltas no barbante, jogaram uma ponta para o velho. Ele demorou para achar, no escuro. Depois começou a subir, empurrando-se com as pernas, enquanto puxávamos. Escorregou e bateu com a barriga nas pedras, mas não soltou a corda. Tive vontade de dar uma gargalhada, mas continuei puxando. O velho estava sendo arrastado com a barriga contra a pedra, mas como havia muito musgo, não deveria estar se machucando tanto. Era isso ou ficar ali para sempre. Sua cara apareceu fora do buraco. Estava desfigurado, imundo e quase chorava. Pulou para fora e tentou ficar de pé, mas estava mancando.

- Tem certeza que não machucou nada? - Perguntou Antonio, acendendo novamente o lampião na cabeça do velho.

- Tenho. Vamo embora. - E começou a caminhar na direção contrária a saída.

Escrito por Feutmann às 11h55
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06/10/2005


Os mortos mandam lembrança 2

Maria Rita (com disco novo) também não é mais a mesma. A Warner deve saber bem a falta que faz um Tom Capone.

 

Escrito por Feutmann às 15h42
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Os mortos mandam lembrança 1

Glória Perez perdeu de vez a mão. A Globo deve saber bem a falta que faz uma Janete Clair.

Escrito por Feutmann às 15h40
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03/10/2005


Blefe

O bispo de Barra (BA), Luiz Flávio Cappio, completou hoje oito dias em greve de fome. Diz que só volta a comer quando o governo federal desistir da transposição das águas do rio São Francisco, uma obra que vai beneficiar 12 milhões de pessoas do Nordeste Setentrional. Não tenho medo nenhum de ir para o inferno ao afirmar: deixem que morra o bispo. Antes ele, de fome, do que os milhões de pessoas que imemorialmente esperam pela ajuda das autoridades brasileiras. Sou ambientalista, me arrepia o que o homem faz contra a natureza em nome do progresso econômico, mas não existe nenhum argumento do ponto de vista do impacto ambiental que possa justificar a não realização da obra, esperada há mais de 100 anos. Além do quem, o mundo estaria mesmo bem melhor se houvessem menos religiosos por aí, e menos pessoas morrendo de fome e de sede. Se o bispo não quer mais comer, problema dele. Existem milhões de bocas que gostariam de poder dar-se ao luxo de ficar sem comer só quando desse vontade. Muitos não têm essa liberdade de escolha.

 

Escrito por Feutmann às 11h06
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29/09/2005


The end... of the show

Escrito por Feutmann às 18h33
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Break on through to the other side...

Escrito por Feutmann às 18h33
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...

Escrito por Feutmann às 18h32
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